O BOATO DA VINDA DE MUÇULMANOS


Fico impressionado, não com o conteúdo de certos boatos, tampouco com a locução descuidada e embusteira de um sujeito, cuja voz nem de longe se parece com a do Senador Magno, conforme pode ser conferido no Youtube, em https://www.youtube.com/watch?v=U7VOPsfWfJ4, confrontada com o título do vídeo, mas com a força que algumas dessas mentiras tem de se disseminarem, e este é um bom exemplo.

Para começar, a ONU não tem e nem precisa de navios; e olhe que os desocupados autores dessas sandices, para obterem credibilidade entre a multidão de ingênuos que devem acreditar em Lula e até em Papai Noel, além de desprezarem a transparência quando falam de uma tal lei que foi aprovada relacionada com a imigração de muçulmanos, sem entrar em detalhes sobe a mesma (qual o número e a data da lei?), dá uma solene banana a aspectos de lógica. Por exemplo, a que se refere aos números. Observe: 1 milhão e 800 mil divididos por 13 navios. O resultado dessa divisão é este: 1.800.000 / 13 = 138.461 pessoas, que corresponde à população de uma cidade de médio porte. Imagine se é possível um navio transportar 138.461 pessoas. Um completo absurdo, considerando que o maior navio de passageiros do mundo, o MSC Fantasia,  comporta apenas 4.300 pessoas. “Ah — diriam aqueles que acreditam em todas as lorotas que vazam na Internet — Mas não virão todos de um só vez. Virão em várias e seguidas viagens”. Se é assim, façamos as contas: considerando que cada navio poderá transportar 2.000 (metade aproximada do que pode transportar o “Fantasia”, cada leva de passageiros chega a 2.000 x 13 = 26.000 passageiros. Agora, dividamos aqueles 1 milhão e 800 mil por 26.000, para saber quantas caravanas marítimas teremos: 1.800.000 / 26.000 = 69; ou seja, serão necessários 69 comboios de 13 navios, com cada um destes transportando 2.000 refugiados, para viverem num país de economia trôpega, com alto índice de desemprego e um nível de violência parecido com o de seus respectivos países de origem. Evidente está que ninguém de juízo perfeito vai apreciar fazer parte deste êxodo. “Ah! — Insistem aqueles crédulos que fazem a alegria dos boateiros — Se não vierem por bem, virão por mal, isto é, forçados”. Bom... Neste ponto, ao ouvir tamanha tolice, só há uma saída: exortar essa multidão de indolentes caipiras cibernéticos a deixarem a preguiça de lado e buscarem maiores informações — lerem mais, melhor dizendo — antes de se deixarem emprenhar por tudo que é publicado na Internet simplesmente porque... está na Internet.

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