Militares no poder, nunca mais!

                                     Net 7 Mares

(texto atribuído erradamente a Millor Fernandes, atribuição equivocada, vez que Millor, que combatia o regime militar no seu semanário "O Pasquim", jamais poderia tê-lo escrito ainda que em termos irônicos).

Militar no poder, nunca mais. Só fizeram lambanças.

Tiraram o cenário bucólico que havia na Via Dutra de uma só pista, que foi duplicada e recebeu melhorias; acabaram aí com as emoções das curvas mal construídas e os solavancos estimulantes provocados pelos buracos na pista. Não satisfeitos, fizeram o mesmo com a rodovia Rio-Juiz de Fora, sem contar a mania de abrir novas estradas de norte a sul e de leste a oeste, o que deixou os motoristas atarantados e perdidos, sem saber qual caminho tomar para chegar ao destino.

Com a construção da ponte Rio-Niterói, acabaram com o sonho de crescimento da pequena Magé, cidade nos fundos da Baía de Guanabara, que era caminho obrigatório dos que vinham do sul, passando pelo Rio, em direção às cidades litorâneas do sudeste acima do Rio e nordeste, contornando a baía num percurso de mais de 100 km.  Encurtaram o tempo de viagem entre Rio e Niterói, é verdade, mas acabaram com aquela gostosa espera pela barcaça que levava meia dúzia de carros de um lado a outro da baía.

Criaram esse maldito Proálcool, com o medo infundado de que o petróleo vai acabar um dia. E, para apressar logo o fim do chamado "ouro negro", deram um impulso gigantesco à Petrobras, que passou a extrair petróleo 10 vezes mais (de 75 mil barris diários, passou a produzir 750 mil); mas nem isso adiantou nada, porque, com o álcool mais barato que a gasolina, permaneceu o fedor de bêbado que os carros passaram a ter com o uso do inventado combustível.

Enfiaram o Brasil numa disputa estressante, levando-o da posição de 45ª economia do mundo para a posição de 8ª, trazendo com isso uma nociva onda de inveja mundial.

Tiraram o sossego da vida ociosa de 13 milhões de brasileiros, que, com a gigantesca oferta de emprego em milhares de obras, ficaram sem a desculpa do "estou desempregado".

Em 1971, no governo militar, o Brasil alcançou a posição de segundo maior construtor de navios no mundo, o que veio a ser outra desgraça, porque, além de atrair mais inveja, infernizou a vida dos que moravam perto dos estaleiros, com aquela barulheira da construção desenfreada.

Com gigantesca oferta de empregos, baixaram consideravelmente os índices de roubos e assaltos.  Ora! Sem aquela emoção de estar na iminência de sofrer um assalto, os nossos passeios perderem completamente a graça.

Alteraram profundamente a topografia do território brasileiro com a construção de hidrelétricas gigantescas (Tucuruí, Ilha Solteira, Jupiá e Itaipu), o que obrigou as nossas crianças a aprenderem sobre essas bobagens de nomes esquisitos.  Por causa disoo, o Brasil, que antes vivia o romantismo do jantar à luz de velas ou de lamparinas, teve que tolerar a instalação de milhares de torres de alta tensão espalhadas pelo seu território, para levar energia elétrica a quem nunca precisou disso.

Implementaram os metrôs de São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Recife e Fortaleza, deixando tudo pronto para o início das obras e, com elas, atazanar a vida dos cidadãos e o trânsito nestas cidades.

Inconseqüentes, injustos e perversos, esses militares baniram do Brasil pessoas bem intencionadas, que queriam implantar aqui um regime político que fazia a felicidade dos russos, cubanos e chineses, em cujos países as pessoas se reuniam em fila nas ruas apenas para bater-papo, e ninguém pensava em sair a passeio para nenhum outro país.

Foram demasiadamente rigorosos com os simpatizantes daqueles regimes, só porque esses, que os milicos, em flagrante exagero,  chamavam de terroristas, soltaram uma "bombinha de São João" no aeroporto de Guararapes, onde alguns inocentes morreram de susto apenas.

Os militares são muito estressados. Fizeram tempestade em copo d'água só por causa de alguns assaltos a bancos, seqüestros de diplomatas... ninharias que qualquer delegado de polícia resolve.

Tiraram-nos o interesse pela Política, vez que os deputados e senadores daquela época não nos brindavam com esses deliciosos escândalos que fazem a alegria da gente hoje.

Para piorar a coisa, se tudo isso ainda é pouco, ainda criaram o MOBRAL, que ensinou milhões a ler e escrever, aumentando mais ainda o poder dos empregados contra os seus patrões.

Nem o homem do campo escapou, porque criaram para ele o FUNRURAL, tirando do pobre coitado a doce preocupação que ele tinha com o seu futuro. Era tão bom imaginar-se velhinho, pedindo esmolas para sobreviver.

Outras desgraças criadas pelos militares:

Trouxeram a TV a cores para as nossas casas, pelas mãos de um Oficial do Exército, formado pelo Instituto Militar de Engenharia, que, por falta do que fazer, inventou o sistema PAL-M.

Criaram ainda a EMBRATEL;  TELEBRÁS; ANGRA I e II; INPS, IAPAS, DATAPREV, LBA, FUNABEM e mais um penca de instituições, cujo amontoado de siglas nos levou a confundir nomes.

Todo esse estrago e muito mais, os militares fizeram em 22 anos de governo.  Com isso, ganharam o quê? Inexplicavelmente nada. Todos os Generais-Presidentes foram para casa, levando apenas o soldo do posto. Se tivessem ficado ricos, um pouquinho que fosse, ainda dava para entender essa quantidade absurda de obras. O último deles, um tal Figueiredo, que sofria de um mal na coluna, teve que se valer de amigos para pagar tratamento com especialista. Ora! Então essa zoeira toda de obras foi só para complicar a vida simples das pessoas.

Depois que entregaram o governo aos civis, estes, nos vinte anos seguintes, não fizeram nem 10% dos estragos que os militares fizeram.
Graças a Deus! Ainda bem que os militares não continuaram no poder!!

Tem muito mais coisas horrorosas que eles, os militares, criaram, mas o que está escrito acima é o bastante para dizermos:

"Militar no poder, nunca mais!!!".

Anselmo Cordeiro (Net 7 Mares) 
 

29 comentários:

  1. Ótimo texto! Agradavelmente elucidativo. Os fatos narrados vem reforçar meu atual posicionamento sobre a época. Hoje em dia, divulgo, esclareço o que posso sustentar, e defendo sem qualquer temor que não houve "ditadura" militar, mas sim, a necessária implantação de um "Regime Militar" para restabelecer a ordem deste país, regime este que funciona pela obediência às regras, protocolos, procedimentos, ..., enfim, alcançou seu objetivo colocando as coisas em seu devido lugar.
    Costumo dizer que é preciso conhecer o passado para entender o presente e compreender o futuro, ou seja, o que está por vir.
    E o que vejo me assusta muito. Velhos hábitos com novas roupagens.
    Parabéns!

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    1. Obediência à regras? Tirando a democracia e implantando uma ditadura? Isso foi desculpa de quem tinha medo de uma reforma agrária verdadeira - como a que aconteceu nos países com mais justiça social. Quem colocou as coisas em seus devidos lugares? O jovem da época tinha orgulho em dizer "sou apolítico!". Deu no que deu, Paulo Maluf é um exemplo típico. Esse texto é unilateral. A economia cresceu na base do crescimento da dívida externa e na camuflagem dos índices de inflação.Tivemos a pior distribuição de renda do mundo. Os ricos cada vez mais ricos, os pobres cada vez mais pobres. Para quem nunca passou fome da vida, talvez isso seja "as coisas em seus devidos lugares".

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    2. "Tirando a democracia e implantando uma ditadura"... Mas a qual democracia te referes? Àquela anarquia que reinava no país promovida por vermelhinhos velhos conhecidos? E que democracia essa cambada pretendia implantar no Brasil? A democracia da miséria e da mordaça, mesma que os seus ídolos Lenin, Mao e Fidel e outros implantaram na Rússia, China, Albânia, Coréia do Norte, onde havia ou há fila até para peidar? Dívida externa? Por acaso já verificaste a quantas anda a nossa dívida atual, sem que essa corja tenha construído sequer uma pinguela. E olha que o rombo produzido pela construção dessas arenas elefantes brancos nem entrou ainda na conta. Quando não há argumento contra fatos, é melhor poupar o teclado.

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    3. Esse povo que critica o regime militar é o mesmo que se camufla nas manifestações para promover a baderna, foi e criado alimentado nesses 11 anos de populiasmo recente promovido às custas do povo trabalhador por essa corja que se apoderou do poder por um vacilo da sociedade que se deixou iludir com promessas vãs, agora a sustentabilidade deste castelo de cartas está abalada, o povo parece ter acordado é uma pena o que os "professores" comunistas que enchem as universidades do país com seu ressentimento tenha deformado tantas boas mentes que hoje não enxergam sequer o óbivio...
      Meus parabéns Net 7 ótimo texto

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  2. Quanta besteira! "Necessária Implantação" do "regime" militar... Só rindo, mesmo. Os que queriam afastar do demoníaco comunismo fizeram aqui o mesmo que havia na URSS. Qual a diferença?

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    1. Quanta ignorância!
      a) — Aqui foram preservadas as propriedades. Lá, ninguém, a não ser o Estado, era dono de nada.
      b) — Os direitos trabalhistas foram criados e implementados (FGTS, PIS e outros benefícios que, inclusive, estão em vigor até hoje). Lá, ninguém era maluco de falar de direitos disso ou daquilo.
      c) — Aqui, excetuando os casos enquadrados como de segurança nacional (terrorismo, ações subversivas, etc.), os direitos civis foram mantidos. E lá? Precisa dizer?
      d) — Aqui, o País sob comando dos militares, passou, no ranking mundial de economia, da posição de 45ª à posição de 8º. Na URSS, esse aspecto sequer podia ser medido. O máximo que conseguíamos saber era das filas quilométricas para adquirir gêneros de primeira necessidade.
      Apenas num aspecto havia equivalência: segurança pública. Lá e cá a gente podia transitar tranquilamente pelas ruas msmo em altas horas da madrugada.

      É pouco ou quer mais? Se quiser mais, leia o artigo "Militares no Poder, Nunca Mais", em http://net7mares.blogspot.com.br/2011/06/normal-0-21-false-false-false.html

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    2. Não necessito recorrer aos "historiadores de plantão, pois vivi o Regime Militar!
      Tenho 71 anos!
      Assino e dou fé nas afirmações net7, assim como concordo com as preocupações da Gisa!
      Acrescente-se a isso que "Não se tem notícias durante esse period, de Militar colocando dinheiro no coturno...Muito menos assaltando os cofres públicos!
      www.blogdomahtuk.com.br

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    3. Luiz, acontece que também vivi a ditadura militar. Sejamos honestos: sabemos que na verdade não se tinha notícia de coisa alguma, exceto o que interessava ao regime. Noticiar os problemas era impossível, a censura não deixava. Só começamos a ter notícia dos podres no início da abertura democrática; durante os "anos de chumbo" nem ficaríamos sabendo do atentado no Riocentro, por exemplo.

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    4. Os "podres" dos governos militares estão listados nas "lambanças" enumeradas no texto, e o grande "golpe" dos Generais-Presidentes foi o de terem ido para casa, levando apenas o soldo ao qual tinham direito como militar aposentado. Se as notícias eram sonegadas, o motivo era apenas o da segurança, pois que poderiam ser usadas pela corja comunista que lutava para pôr o Brasil de joelhos aos pés de regimes totalitários comunistas. A corja, por causa de um leve cochilo dos milicos, voltou e hoje dá as cartas. Não como pretendem dar, porque, depois da queda do "Muro de Berlim", só alguns poucos ignorantes ainda insistem em achar que uma ditadura comunista é sempre o melhor caminho. Mas, que tentaram ensaiar alguns passos, isso já tentaram: amordaçar a imprensa, monitorar a Internet, comprar (no Mensalão, com dinheiro público, claro) parlamentares para votarem em projetos de interesse da quadrilha, e outras proezas.

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    5. A democracia à qual me refiro é aquela onde existiam eleições diretas. Está redondamente enganado ao dizer que Lenin, Mao e Fidel são meus ídolos. Nunca foram, não sei de onde o sr. deduziu isso. A dívida externa foi, para efeitos práticos, liquidada. FHC mostrou o caminho, e os temidos "vermelhinhos no poder" mostraram-se sábios ao fazerem algo chamado continuidade administrativa. Pegaram a receita do que estava funcionando e fizeram tudo continuar como antes. Mostraram-se mais capitalistas do que se esperava. Agora não nos ajoelhar às portas do FMI para nos impor o que fazer, eles é quem vem bater às nossas portas pedir dinheiro.
      O maravilhoso período cor de rosa do autor do texto é fruto dos maravilhosos governos militares? Ótimo, então hoje somos uma potência mundial graças aos militares. A Junta Militar na Argentina também promoveu o progresso de nossos vizinhos. São os subversivos que destruíram tudo que de bom eles fizeram, não é mesmo? Um período de paz, harmonia e prosperidade, uma população felicíssima com a economia que promovia uma ótima distribuição de renda, que país maravilhoso! Que governo exemplar! Este planeta está repleto de exemplos de superpotências construídas por militares: Brasil, Argentina, Coreia do Norte, etc. Ignorante é o povinho dos EUA, que tem uma Primeira Emenda na Constituição dizendo que o governo não pode restringir a liberdade de expressão. Gentalha ignorante, que costuma obedecer à Constituição.
      Quanto ao suposto "rombo" produzido pelas nossas arenas elefantes brancos, pelo menos ele pode ser contestado legalmente. Já a Transamazônica e as alternativas às usinas nucleares vaga-lumes não podem. Quer me desacreditar? Pois contra fatos não há argumentos: só os que não tem senso crítico enxergam o período militar como algo de maravilhoso. Quem foi nas manifestações das "diretas já" tinha outra perspectiva totalmente diferente da realidade. Se o que veio depois disso satisfez ou não os anseios dos manifestantes e de nossa população sufocada, isso é outra história. Pelo menos temos condições de agir contra as mazelas, e temos voz para reclamar. Acha que poderíamos discutir essas ideias se estivéssemos sob o governo militar? Nem sonhando.
      "Militares no poder, nunca mais!" é um lema corretíssimo. Nada tenho contra eles, desde que obedeçam as leis. Começa mal um regime que se impõe à força. Atualmente temos lixos no poder? É claro que sim. Mas temos os meios de progredir lentamente rumo a uma democracia de fato. As forças armadas estavam involuindo, se dividindo, criando bolsões terroristas. Sem liberdade de expressão, há ditadura de fato. Cuba pode ter milhões de problemas, mas tem uma política educacional decente, além de uma política esportiva. É uma ilha pequena e isolada pelos poderosos interesses dos norte-americanos, mas tem indicadores sociais muito superiores ao gigante deitado eternamente em berço esplêndido. A diferença é que aqui podemos debater o que eles fazem de certo (como nos casos da educação e dos esportes), copiar e adaptar o que eles fizeram de bom, deixando a parte ditatorial de lado. Perfeição nenhum regime tem. Mas querer impor a ideia de que os militares foram ótimos é tentar jogar debaixo do tapete toda a culpa que eles tem no estado atual das coisas.

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    6. Quanto à censura (chamada pelo sr. Net de "sonegação de notícias"), ela existia pelo simples PAVOR de ver divulgados os podres dos militares. Nunca viu militar algum ficar rico? Pois nunca veria, mesmo. Fosse o sr. um militar ganhando propinas, deixaria provas à vista de todos? Se percebemos corrupção hoje, é porque temos meios para conseguir provas, elas são necessárias para que a Justiça cumpra seu papel. Ah, mas a Justiça não cumpre? Ótimo, então vamos ver o que podemos fazer para alterar a Justiça. Sem essa de forçar uma Justiça que privilegia os militares e seus queridinhos através de casuísmos, como foi o caso da Lei Fleury.
      Com a palavra, um pequeno texto escrito (realmente) por Millôr Fernandes, ao se referir ao "milagre econômico" no governo Médici:
      A diferença entre o milagre japonês, o milagre alemão e o milagre brasileiro é a seguinte: o milagre japonês se deve à gigantesca poupança feita pelo povo em todo o Japão. O milagre Alemão se deve à incrível capacidade de trabalho do povo alemão. E o milagre brasileiro se deve a... bem, o milagre brasileiro é milagre mesmo!

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    7. Na implantação da ditadura comunista na Russia Lênin matou 22 milhões de compatriotas;
      Stálin provocou a morte pela fome a 4,5 milhões de pessoas na Ucrânia, 3 milhões noutras regiões da U.R.S.S, mandou fuzilar 800 mil pessoas, condenou 2,6 milhões a trabalhos forçados e mais 400 mil ao exílio entre 1923 e 1953 e tem gente que acha que a ditadura brasileira foi igual a da Russia. Vai ler história ao invés de se deixar emprenhar pelos ouvidos pelas mentiras comunistas. Vai pra Cuba lamber as botas de Fidel Castro! Vocês não têm a mínima ideia das besteiras que escrevem. Vai pesquisar sobre o Foro de São Paulo para descobrirem por que estão sendo usados como massa de manobra. Não aprovo ditadura militar por que sufoca, mas comunismo mata e matou mais de 100 milhões no mundo. Há 224 anos o planeta deu seu grito de liberdade na Bastilha e o comunismo quer retroceder à escravidão romana de 2 mil anos atrás. Eu não tenho vocação para escravo!

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    8. Parabéns Anon...o seu sarcasmo é a prova de que você não possui argumentos e nem fatos. O grande erro dos militares foi não ter exterminado os vermes que hoje estão no poder quando eles tiveram a oportunidade.

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  3. Sempre alguns alienados, seguidores de uma mídia facista e de uma história completamente deturpada. Não param para se perguntar: Se os militares não tomassem o poder em 64, o que seria do Brasil hoje? Na melhor das hipóteses. Uma Venezuela melhorada. O país estava a beira de um caos social. O país estava atrasadíssimo, tanto econômica como industrialmente. Isso tanto é verdade que eles tiveram que tirar o país de 45 para 8 economia mundial. Mas como se diz no filme Matrix: "seus olhos doem porque você nunca enxergou".

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    1. A premissa de que o país caminharia inevitavelmente para o comunismo, sem o golpe de Primeiro de Abril de 1964, é falsa. A verdade é que ninguém sabe realmente o que aconteceria; os militares deveriam se esforçar em defender o legalismo, sem subverterem as leis para se importem no governo. Tivéssemos uma tentativa real de alterar as leis no país para implantar o comunismo à força, aí sim os militares deveriam agir - mas para defender a legalidade, não para se perpetuarem no poder até que a situação se tornasse insustentável, como ocorreu aqui. A perspectiva de virmos a ser uma "Venezuela melhorada" é puramente hipotética. Ninguém sabe o que aconteceria. O que sabemos ao certo é que tanto quem apóia quanto quem critica os militares no poder não tem bola de cristal, qualquer um é capaz de pegar fatos e distorce-los com seus argumentos. Cada qual puxa a brasa para sua sardinha. Parece ser da natureza humana tentar impor "fatos" e publicá-los na internet como se verdade fossem. Muitas vezes a conversa é distorcida, passando-se da discussão de ideias para a discussão sobre pessoas. É difícil aceitarmos que nossos pontos de vista não se aplicam a todas as pessoas. Aquela história de confrontar a tese com a antítese para fazer surgir a síntese não é muito fácil de aplicar. É um ideal, mas na prática costumamos esquecer disso. Ficamos então com meras hipóteses e pontos de vista pessoais. Sobre a validade das hipóteses nas discussões, já disse um sábio (ou um humorista): se o meu avô usasse saia, seria minha vó.

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  5. Esse Anonimo parece o Lula, "ninguém sabe realmente o que aconteceria"... Acho que ele confunde história com astrologia, rsrsrs.

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  6. a verdade é uma só ou abrimos os olhos e corremos atrás de uma democracia sem corrupção ou ficaremos o resto de nossas vidas debatendo na internet

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  7. Também vivi toda a época dos EXCELENTES Governos Militares no Brasil!
    Em toda essa época...
    Infinitas vezes, mesmo com a "TEMIDA Operação Bandeirante" e tudo o mais... eu saia caminhando nas madrugadas com tranquilidade, sozinho ou acompanhado, sem medo e sem o trauma de ser assaltado. Ou morto!
    “Operação Bandeirante” eram “comandos que se faziam, em todas as cidades, à qualquer hora, buscando TERRORISTAS portando bombas destruidoras, EM GUERRA CONTRA O GOVERNO. Na verdade ESTAVAM EM GUERRA ERA CONTRA O BRASIL, COMO PODEMOS VER HOJE, pois não lutavam para “libertar” o Brasil de nada! Lutavam, sim, para “IMPLANTAR A DITADURA comunista EX-querdista no Brasil”
    (DECLARAÇÕES DE QUEM PARTICIPOU DA MUTRETAGEM!)
    Os militares estimularam, sempre, o ORGULHO À PÁTRIA E À BANDEIRA NACIONAL. “Libertários” a queimam, cospem nesse Símbolo Nacional e lutam para que sua cor mude, exclusivamente para o vermelho.

    Todos os brasileiros tinham UM MÍNIMO de segurança (Exceto os que estavam em GUERRA, é claro!).
    Infinitas casas eram vistas sem cercas, muros, câmeras, grades ou vigilância de qualquer espécie.Poucas eram protegidas!
    Podíamos, se quiséssemos e à qualquer hora, frequentar um restaurante sem medo de assaltos e arrastões.
    Obedecíamos, mesmo nas madrugadas, os sinais de trânsito (faróis, semáforos, sinaleiras...) com calma e tranquilidade, sem preocupações com os que “tocam o terror”, sem a quase "neurose" de hoje, onde não paramos de olhar para todos os lados.
    Ninguém se atrevia a mandar fechar bairros inteiros, em luto, pela morte de marginais.
    Não precisávamos carregar "dinheiro para acalmar o bandido", conforme sugestões dos "ENGANOvernantes" de hoje.

    NÃO HÁ COMPARAÇÃO POSSÍVEL entre os Governos Militares e o Governo(?) “libertário”!

    Minha convicção é:
    Lugar de Militar é no Quartel!
    Mas, repito, a meu ver, não há comparação possível entre os Governos Militares e o Governo “libertário” de hoje.

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    1. "Só para recordar: "Este é um país que vai prá frente, Ô, ô, ô, ô, ô " ... E daí? Foi?"

      Foi, Amélia. Foi, e muito. Precisa ler o artigo de novo. Você lei e não entendeu.

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  9. Jornalista, blogueiro e da Comunidade, ousei postá-lo e já consertado, cumpri o direito a autoria. Quanto ao teor, a cada um cabe o direito do comentar, desde que esteja ciente de fatos, não do ouvir dizer, do ter vivido o experimento doloroso ou necessário, mas que, se fez motivos existiram, como, de certo, as petições hoje em dia nas redes sociais clamam por uma igual ou menor intervenção. O mundo se faz de idéias, ainda que tombem muitos de ambos os lados. Armando Andrade

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  10. O melhor seria é esquecer a Ditadura militar implantada nos país com o prestimoso auxílio dos EUA. É só tomar conhecimento dos diversos relatos vazados pelo WikiLeaks para se ter uma noção das "negociações" entre o embaixador norte-americano e o presidente Kennedy. Em todo o caso, vamos resumir assim: após o golpe, a banca internacional emprestou os famosos petrodólares ao Brasil. Os militares (e a súcia empresarial que bajulava) investiram bastante. Qualquer tonto com dinheiro faz muito. Decorridos uns tantos anos, chegou a hora de pagar a conta (como bem afirmou Delfim Netto). E cadê as obras de retorno que gerariam desenvolvimento e recursos para liquidar as faturas? Ponte Rio-Niterói, Transamazônica, e um monte de outras obras não geraram um só tostão. Nem o Proalcool, que era uma boa ideia. Sem dinheiro e com a economia em franca decadência, o jeito era empurrar o bagulho para os civis. Ajeitaram para que Tancredo Neves assumisse o poder ajudado por Sarney, Ulisses Guimarães, Aureliano Chaves, Teotônio Villela, e uns outros trapalhões e deu no que deu. Na reforma política que se pede sempre e nunca acontece tem um excrecência que se esquecem de abordar. A desigualdade de representantes de congressistas por estados e regiões. E quem patrocinou essa desigualdade? Resposta: Ernesto Geisel com a nomeação de senadores e deputados biônicos! Ainda bem que os atuais chefias militares desempenham perfeitamente bem suas obrigações constitucionais, que são a defesa do país e da ordem. Nada de aventuras políticas.

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  11. Tentarei ser o mais breve e sucinto possível: na época dos generais-presidentes era possível obter "Patrimônio", algo impensável nos dias de hoje. Além de falar nas cadeias daquela época que eram as melhores do mundo, pois quem saiu delas tornaram-se governadores, deputados, senadores e até presidentes.

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  12. mas a propósito, mataram alguem, sumiram com alguem???

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    1. Só alguns! Infelizmente, muito menos que o mínimo necessário!

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  13. Vamos atualizar os comentários para falar da herança que os governos petistas nos legaram. Será um contraponto à herança dos governos militares. Quem se dispõe a comentar?

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  14. Vamos atualizar os comentários para falar da herança que os governos petistas nos legaram. Será um contraponto à herança dos governos militares. Quem se dispõe a comentar?

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